Com quem era o trato de não-agressão no Pan, com o tráfico ou com a mídia?
domingo, 5 de agosto de 2007
Cara
Sinceramente, não sei o que escrever. Mas estou feliz, felizzzzzzzzzzzzzzz, sem vergonha. O mundo é belo, as empresas poluem, o Lula não governa, o Flamengo não ganha, o salário não aumenta. Porra tô triste, triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiste bagaraio de novo.
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Marcelo
1 ouvidoria que nada resolve
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Na lojinha
Olhando mulheres gostosas no shopping, parei em frente a uma loja diferente. Mercadorias esquisitas, uns vidros fumegando de cor púrpura. Entrei e comecei a olhar o que estava escrito.
-Aí, quanto ta a garrafa de esperança?
-Quatro “conto”, três por dez.
-Demorou, e perspectiva, quanto tá?
-Perspectiva acabou, tá em falta.
-Porra, do que adianta esperança sem perspectiva?
-Olha, tô sem perspectiva pra vender, mas eu tenho muita ilusão encalha...digo, no estoque.
-Porquê tem tanta ilusão assim?
-Ah, têm muita matéria prima, a ingenuidade. Isso dá que nem música ruim em FM.
Entra uma senhora bem vestida (na verdade, mal vestida, mas ela acha) com cara blasé, me empurra e fala:
-Oi, olha só, eu vou numa passeata na praia hoje, e queria um pouco de hipocrisia.
-Quantas garrafas?
-Me dá todas (próclises, próclises), depois eu tenho uma reunião dos MSSMC (Moral, só se me convir), e preciso de hipocrisia para servir a erva.
-Erva?
-É, maconha, porra. Ou pensou que era chimarrão? Vendedor burro.
-Mais alguma coisa?
-Ainda têm um pouco de falsidade?
-Só sobrou discernimento. Serve?
-Acho que pra reunião, um vidrinho basta.
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ouvidoria que nada resolve
sábado, 28 de julho de 2007
A minha maior preocupação...
é, nesse exato momento, não ter nenhuma foto de algum evento do Pan no orkut.
Uma lástima.
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Não consigo dormir
Do mesmo jeito que você não consegue comentar...Na verdade, converso com o Wilson, já que ninguém vêm aqui mesmo. Eu devo estar louco, conversando com uma bola de vôlei, até pelo fato de não ter nenhuma bola de vôlei por perto.
Ah, e vocês acreditam (por vocês, entenda-se Tyler Durden, Wilson e Jacaré Azul) que tinha uma mina no trabalho que me chamou de louco porque ela não conhecia o Wilson? E não, não era parente da mina que me chamou de louco por ler um livro de 700 páginas. Mundo estranho.
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ouvidoria que nada resolve
segunda-feira, 23 de julho de 2007
ACM já era
Não sei porque tanta tristesa. Afinal, nunca soube direito qual a diferença entre a Associação Cristã de Moços e uma academia qualquer. E essa associação parece coisa do Village People.
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sábado, 21 de julho de 2007
A fofoca
Sério, eu não consigo entender essas pessoas que compram livros de auto-ajuda. Quem mexeu no meu queijo, quem roubou meu queijo, ou “Cara, cadê meu queijo?”. Por exemplo, “O Segredo”. Se tá publicado, não é segredo pra mais ninguém, oras. Se pensamento positivo ganhasse jogo, a China seria pentacampeã do mundo em futebol.
Eu queria era ver a cara das pessoas: “Pô, o livro disse que se eu pensar positivo atraio dinheiro, então gasto por conta”. Ai chega a fatura do cartão, e o pensamento positivo vai pras cucuias. O banco não aceita pagamento por telecinese ainda, e mesmo que aceitasse, pessoas que pensam assim não devem ter muita coisa de valor na cabeça.
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
boooom
BOOOM!!!
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domingo, 15 de julho de 2007
A voz do povo
É a voz dos esquizofrênicos. Ou como pode Lula ser reeleito com recorde de votos, ter uma aprovação gigante em pesquisas e ser vaiado na abertura do Pan?
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Marcelo
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domingo, 8 de julho de 2007
Tipos
Por morar numa cidade que têm de tudo um pouco, funkeiros, pagodeiros, axezeiros (isso existe?), deparo-me com os tipos mais estranhos. Acho que o mais engraçado (involuntariamente, claro), são aqueles universitários, geralmente filhinhos de papai, que se acham superiores porque leram dois livros que ninguém leu. Sério, nunca trabalharam e acham que o proletariado sofre, são socialistas e usam All Star e camisa do Che Guevara que compraram na C&A, na verdade, tudo muito sensato.
Outra coisa legal são os homossexuais heterofóbicos. Parece hoje em dia que, se você não é gay, você é um ET. Se não têm (ou teve) relações com alguém do mesmo gênero, sua cabeça é fechada, um porco machista (ou feminista, whatever), uma relíquia de tempos imemoriais em que as pessoas faziam sexo (também) para manter a espécie (se bem que isso não é muita vantagem, já que a humanidade faz muita merda).
Ah, e as pessoas que são xiitas em seus gostos musicais. Ok que funkeiros devem ir ao paredão, e axé é a evolução (?) da tortura medieval, mas algumas pessoas perdem a linha. Se você não compartilha o mesmo gosto musical de tal individuo, você não pode respirar, tomar cerveja no mesmo bar sem ser olhado com nojo. Na maioria das vezes são indies, e pela falta de sexo, cérebro ou os dois, escutam a música da maior banda de todos os tempos da última semana. A ironia é que, por consumirem ídolos descartáveis, acabam sendo pessoas descartáveis. Só falta uma descarga grande.
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